segunda-feira, 18 de maio de 2009

PROVAÇÕES NO DESERTO

1 Co 10.12-13

Quantos falamos sobre o cristão passar por provas, podemos ter um exemplo nas Escrituras muito claro, que é a figura de Jó.
A Palavra de Deus nos relata que Jó é um servo de Deus fiel e reto nos caminhos do Senhor (Jo 1.1-3).
E que satanás tenta Jó, ou melhor, dizendo, vai até Deus, e pede ao Senhor para tentá-lo, o que concede. (Jo 1.7-12).
E como satanás fez com Jó, também faz com relação a você, e Deus muitas vezes permite que essas tentações venham sobre nossas vidas, para até mesmo, nos lembrarmos de o buscar. Pois existem pessoas que quando está tudo bem, esquece de ir buscar a Deus, não aparece mais nos cultos, não buscar mais como buscava antes. Então Deus permite que essas coisas aconteçam, para até mesmo, operar o milagre em nossas vidas.
Somos levados ao deserto, como Jesus em (Lc 4.1-13), para Deus nos dar experiência com Ele.
O Povo de Israel antes de sair do Egito, não tinham contato com o Deus, mas foram ter nas provações do deserto.
O Deserto é um lugar que faz muito calor durante o dia, e muito frio pela noite, e Deus sempre protegeu e supriu todas as necessidades daquele povo. (Ex 14.15-16; 16.1-10).
Deus às vezes pode nos levar para o deserto, nos prova, mas nunca nos deixa sozinhos. O diamante é a pedra mais resistente do mundo. Mas quando ela é encontrada, geralmente nos rios e minas, vem acompanhado de sujeira, e de forma bruta.
Mas logo Ele vem nos limpar com a água dos seus rios (JO 15.3), e nos lapida, e quanto melhor for a lapidação, mais luz poderemos refletir.
Cada momento que você acha que não pode mais, Deus te dá força para agüentar mais um pouco, e no momento em que você não puder mais agüentar, Deus te libera e lança no meio dos outros, te tira do deserto, e manda para multidão, para refletir cada vez mais a Luz de Cristo, através da sua vida.

domingo, 10 de maio de 2009

CAPACIDADE

Je 1.4-10 ; 13

Quando recebemos Cristo como nosso Salvador, estamos assumindo um compromisso de servi-lo, e de cumprir seus mandamentos. Sendo fiéis a sua Palavra e vontade.

Jeremias foi chamado pelo Senhor ainda muito jovem, era filho de Hilquias, um dos sacerdotes que estavam em Ananote, terra de Benjamim. (Je 1.1), e Deus o chamou para exortar a povo que vivia em Judá, trazendo a mensagem de arrependimento, e avisando que eles iriam acabar por colher o fruto de suas atitudes. (Je 3.6.14)
Mas Jeremias não se via capacitado para cumprir essa missão. E muitos outros profetas que as Escrituras relatam, também olham para a sua incapacidade frente a cumprir uma grande obra estipulada por Deus.
Em (Ex 4.1-12), podemos ver o exemplo de Moisés, que viu o Poder de Deus, Ele se apresenta dando seu nome a ele, e mesmo depois de presenciar tantos sinais, Moisés se diz incapaz de realizar o que Deus entrega em suas mãos. (Ex 4.10-17).

E como aconteceu na vida desses profetas de Deus, assim acontece na sua vida, pois muitas vezes Deus aparece para você, lhe mostra vários sinais, nos capacita pala falar de sua Palavra, para realizarmos sua Obra.
Deus te chama para dar frutos, como está escrito em ( Jo 15.1-8), e muitas vezes, nos achamos incapazes para realizar essa obra, temos medo, receio de estar falando sobre o amor de Deus.
Em ( l Jo 4.18-19), nos relata o amor de Deus, e que esse amor lança fora todo medo, e em (2Co 3.6), declara que Deus nos habilitou para sermos seus ministros, e em (1Co 9.16), relata a nossa obrigação de anunciar o Evangelho de Cristo.
Uma coisa temos que guardar muito bem em nosso corações, é que DEUS NÃO CHAMA HOMENS CAPACITADOS PARA A SUA OBRA, MAS SIM, CAPACITA OS QUE ELE CHAMA, e em (1Co 1.26-29), vemos a nossa vocação, mas mandamos Deus enviar outro em nosso lugar.
Mesmo que te chamem de louco pelas palavras que você proferir em Nome do Senhor, e isso a Palavra do Senhor já relata (1C6 1.18), aqueles que olham para você te menosprezando, achando que você não tem valor, com Jesus Cristo e seu chamado na sua vida, muitos não entenderão o que aconteceu com você, a mudança que ocorrerá com você.

Quando perguntarem para você: “- Quando você vai começar a pregar?” Ou “Quando você vai começar a evangelizar nas ruas”, ou etc... Não responda : “- Quando Deus quiser, Ele me prepara, me envia!”, pois Ele já preparou e já enviou, no momento em que Jesus Cristo se despojou de sua Glória, veio em carne, e morreu na Cruz por você. Nesse Momento, Deus já quis que você falasse da Sua Palavra.
Em (Mc 16.15-18) é dada uma ordem direta de Jesus Cristo, e agora, temos que tomar posse disso, e Por em prática a ordem de anunciar o Evangelho de Cristo até os confins da terra.

terça-feira, 5 de maio de 2009

DE QUE ESPÍRITO SOIS?

Lc 9: 51-56 “ E aconteceu que, completando-se os dias para a sua Assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. E mandou mensageiros diante da sua face; e indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe preparem pousada.Mas não o receberam.... E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma... porém Jesus os repreendeu e disse: Vós não sabeis de que espírito sois...”.

No início da nossa caminhada com Cristo, nos achegamos a ELE de forma aberta, sedenta e desejosa, a fim de sermos contados como uma das suas ovelhas (Mt 9:36). Com este gesto, Cristo sempre nos receberá de coração aberto. Porém durante a nossa jornada, o que tem ocorrido infelizmente a muitos, é a falta de sabedoria no tocante a compreensão da essência da plenitude do evangelho, que se baseia no amor, no perdão e na misericórdia. Cristãos que confessam com os seus próprios lábios que amam a Deus, têm se esquecido que o verdadeiro Pastor (aquele que dá a sua própria vida pelas suas ovelhas) nos amou primeiro (Jo 4:19) e riscou toda a cédula do pecado (Cl 2:14).
Verdadeiramente é muito importante estar relembrando os pilares do evangelho de Jesus, pois atualmente temos visto irmão contra irmão, culpando e amaldiçoando uns aos outros, ultilizando-se de pretextos infundados, de que reagem de forma agressiva, simplesmente porque o seu irmão (ou próximo) não tem agido com amor. Aonde foi parar os ensinamentos do Mestre dos Mestres, pedindo para que se alimente, que se aqueça, que se ore e abençoe aqueles que vos maldizem? (Mt 5:43-44).
O apostolo Paulo escrevendo a Igreja em Éfeso (Ef 6:12) relata aonde devemos direcionar os nossos esforços, que é exatamente sobre o plano espiritual, e nunca sobre o plano carnal, evitando assim que se levante intermináveis debates e contendas (Pv 9:22) que só irão gerar feridas cada vez mais profundas, trazendo para o íntimo do homem raiz de amargura, e para o exterior escândalos e vergonhas (Hb 12:15).
A passagem em que Jesus nos ensina a maturar este amor verdadeiro, encontrasse no início deste artigo (Lc 9:51-56), no qual relata a resistência do povo samaritano em receber Jesus e os seus discípulos. Este fato, porém não fora suficiente para acender a ira em Jesus, mostrando-nos claramente que não é um obstáculo carnal ou humano que deverá embaraçar nossas vidas espirituais. Jesus com autoridade e sabedoria repreendeu a Tiago e a João lhes fazendo a seguinte afirmação “Vós não sabeis de que espírito sois”. Tiago e João queriam vingança e destruição, Jesus, porém, desejava apenas salvar aqueles que se haviam perdido.
Que este simples e humilde artigo sirva para que nós como Igreja de Cristo, nos atentemos a conhecer e a discernir quais são as virtudes e propósitos do Espírito de Deus, que não é a de consumir ou destruir o nosso próximo, mas sim o de amar e perdoar, usando sempre de misericórdia. Se porventura se levantar inimigos carnais, como se fosse barreiras e obstáculos, não perca tempo apontando para os culpados, apenas levante suas mãos e ore para que o Príncipe da Paz vos dê forças para perdoar aqueles que vos tem ofendido, para que o vosso Pai Celestial perdoe também as vossas ofensas (Mc 11:25).
Que assim seja. AMÈM!

( Bruno Souza Pinho- Seminarista)

sábado, 2 de maio de 2009

FIDELIDADE

Sl 126.5-6
Nas nossas vidas passamos por momentos muito difíceis, aos quais nos trazem aflições que achamos que não vamos agüentar. Momentos que achamos que jogaremos tudo para o alto desistirão de tudo.
No livro de (2Rs 4.8-16), encontramos Eliseu sendo chamado por Deus, ao qual faz um promessa para a mulher sunamita, que lhe daria um filho.
E logo após, essa promessa aparentemente sai de seus braços, pois seu filho acaba morrendo. (2Rs 4.18-20).
Essa mulher tinha acabado de receber algo que ela desejava muito, algo que almejava já algum tempo, e que acabaria por perder logo depois.
E em (2Rs 4.21-23), é mostrado sua grande fé, pois mesmo depois de perder algo que desejava muito, não murmura ou reclama contra Deus.
Sendo que vai demonstrar sua angústia e aflição, para alguém que naquele momento, julgava que poderia ajudar, o profeta Eliseu. (2Rs 4.25-27)
E seu filho é restituído.
E existe situações na sua vida, que você acha que não tem mais solução, que o melhor é desistir de tudo.
Mas a Palavra de Deus, em (Lc 9.62), declara que Deus não se agrada de pessoas que não se dispõem em seguir o caminho, e acaba olhando para trás.
A mulher de Ló, em (Gn 19.26), olha para trás, com o coração naquilo que Deus não se agradava, com o coração em Sodoma e Gomorra, e acaba ficando no meio do caminho.
Você não pode olhar para aquilo que está passando e resolver desistir e largar Jesus, deixar de ir para a Igreja, pois Ele é fiel em suas palavras, não está dormindo, e sua mão está estendida para te atender. (Is 59.1).
O seu choro pode durar uma noite, mas a alegria vem no raiar do dia (Sl 30.5)
NENHUMA PROMESSA DO SENHOR SERÁ ESQUECIDA NA SUA VIDA....
TENHA FORÇA, CONTINUE, E VOCÊ GRORIFICARÁ O NOME DO SENHOR JESUS.

QUEM É VOCÊ, DE VERDADE?

Quem dizem os homens ser o Filho do homem?...responderam-lhe; Uns dizem:João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou um dos profetas.
E vós quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: tú ès o Cristo, o Filho do Deus vivo.(Mt 16:13-16)

No mundo atual, século XX e XXI, são poucas as pessoas que consequem definir bem a fronteira entre uma imagem construída para consumo externo e uma vida legítima, sem roteiro, comprometida apenas com os próprios desejos e angústias. A indústria do entretenimento cresceu tanto que essa vida "legítima" está se transformando num teatro de variedades onde não há mais platéia: estão todos no palco, vivendo personagens.Pessoas com qualidades e defeitos estão interpretando pessoas só com qualidades. Poucos toleram ser falíveis, pois estão se espelhando num mundo aparentemente sem falhas. Com isso , pretendem passar adiante uma versão melhorada deles próprios, sem perceber que ela pode constituir-se em uma versão mais arrogante, auto-suficiente, egoísta e bruta. Estamos acreditando mais no que recebemos da mídia do que nos nossos sentimentos genuínos. Quem é você, de verdade? Ou, que mentira você pensa que é? Algumas pessoas pensam que são mais especiais do que as outras, que são mais sábias, que não erram, que são refratáveis ao sofrimento, que agradam o tempo inteiro, que têm todas as respostas. Pensam que isso existe.
Nossos lares estão cada vez mais cenográficos, nossas atitudes, cada vez mais previsíveis, nosso visual, cada vez mais padronizado, e nossas dificuldades afetivas, cada vez mais parecidas com tramas de novela, em que tudo é complicado e nada se resolve antes do capítulo final. Nossa insistência em seguir modelos de comportamento estão sem que notemos, nos condenando a uma prisão. Nosso crime: falsidade ideológica.
A modéstia e a simplicidade, de tão verdadeiras, passaram à categoria de qualidades indesejáveis. Não são consideradas pró-ativas, não são desencadeadoras de sucesso. Mas que sucesso é esse que se almeja? Acorde: as pessoas mais talentosas, são em sua maioria, as mais modestas, autênticas e sem pose. Simplesmente não levam o personagem tão a sério.
Jesus assumiu mesmo em meio a dúvidas, contradições e até ameaça quem ele realmente era. Sendo assim, eu posso ser eu mesmo, e ser mais autêntico comigo mesmo e com as pessoas que convivo. Certamente o Espirito Santo nos ajudará nesta caminhada. Jesus disse aos seus discípulos sem mim nada podeis fazer.

(Adaptado – Teólogo e Pr. Sávio P. Carvalho)

terça-feira, 28 de abril de 2009

SONHOS

" Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho" Gn 18.14

Quantos de nós não temos sonhos em nossa vida. Fazemos projetos, e planejamos o que faremos quando crescermos, e quem ou o que seremos em nossas vidas.
E quando esse sonho não é nosso. Quando alguém fala alguma coisa, ou promete algo para nós, planta um sonho ou um projeto em nossos corações.
Abraão guardava em seu coração uma promessa que foi feita por Deus, uma aliança entre os dois (Gn 17.1-8).
Muitas vezes nós recebemos uma profecia, uma palavra de um homem de Deus, lançando promessas em nossas vidas, ou até mesmo, nós temos desejos e sonhos em nossos corações, e recorremos a Deus, confiando que Ele pode cumprir, fazer isso acontecer em nossas vidas.
Nós cremos que Deus vai cumprir esse sonho. (Mt 7.7-12)
Mas, muitas vezes, o tempo passa, e não vemos as coisas acontecerem.
Abrão recebeu a promessa com 75 anos, e o tempo passou, e a promessa do filho não se cumpriu. E Ele tinha ainda uma outra dificuldade, pois sua esposa Sarai, era estéril.
Mas Deus volta a aparecer para Abrão, e renova sua promessa (Gn 15. 1-16), e renova o pacto com Abrão.
Mas o tempo passa, e quando Abrão já estava com 99 anos, Deus aparece para ele, e renova o seu compromisso com ele (Gn 17.1-14), e não só para ele, mas para Sarai também (Gn 17.15-22). E Deus muda o nome deles para Sara e Abraão, e não só os nomes, mas muda a situação deles. E em (Gn 21.1-13), quando Abraão tinha 100 anos, Deus cumpre a sua promessa, e Sara dá a luz a Isaque, filho da promessa.
Muitas vezes achamos até, que Deus esqueceu o que prometeu. Que Ele não escuta mais as nossas orações, ou até mesmo, que abençoa sempre o irmão que está ao nosso lado, mas esquece do que nós pedimos. Nós choramos, e até pensamos em desistir, parar no meio do caminho.
Mas Deus não nos faz promessas que Ele não venha cumprir. O tempo passa. E você guarda os seus sonhos no baú da sua vida. Mas agora é tempo de você mexer no baú que seus sonhos estão guardados. Pois baú é para guardar coisas, que muitas vezes não precisamos mais, ou que já não tem utilidade, e colocar seus sonhos na estante, onde todos podem visualizar, crendo que Deus já providenciou tudo para que esses sonhos e promessas venham serem cumpridos... Lembrando que Ele cumpre um sonho, uma promessa de cada vez. Mas cumpre...... como está escrito em sua Palavra:

“ Ainda antes que houvesse dia, Eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando Eu, quem impedirá?” (Is 43.13)

DEUS NÃO FAZ PROMESSAS QUE NÃO VENHA CUMPRIR, E TAMBÉM, NÃO
COLOCA SONHOS EM NOSSOS CORAÇÕES QUE NÃO VENHA REALIZAR.
SE O SONHO QUE VOCÊ TEM É DO SENHOR, IRÁ ACONTECER, DE UMA FORMA OU DE OUTRA, VOCÊ VIVERÁ A PROMESSA DE CRISTO EM SUA VIDA, E IRÁ GLORIFICAR O NOME DE CRISTO NO MEIO DOS SEUS.
CONFIE E CREIA.... O RESTO... CRISTO REALIZA.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

PENTECOSTES PARTE II

"Quando chegou o dia de pentecostes, eles se achavam reunidos todos juntos. De repente, veio do céu um ruído como o de um violento vendaval que encheu toda a casa onde eles estavam; então lhes apareceu algo como línguas de fogo, que se repartiram, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram repletos do Espírito Santo, e se puseram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.
Ora, em Jerusalém, residiam judeus piedosos, vindos de todas as nações. Ao rumor que se propagava, a multidão se reuniu e ficou toda confusa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua." (At 2,1-13)

Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, à Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém. A Festa das Colheitas (Cabanas ou Pentecostes) não era uma cerimônia neutra, isto é, os celebrantes não se reuniam para um simples lazer ou diversão. Toda a cerimônia buscava reafirmar e aprofundar o sentido da fé em Javé, o Deus Criador e Libertador. O nome da festa recebeu originalmente o nome de "Festa da Colheita"; porque se tratava de uma cerimônia que girava em torno de uma sega de grãos, após o período de formação e maturação. Depois, "Festa das Semanas"; porque ele diz respeito às sete semanas de duração da festa quando se processava a colheita de trigo e cevada. Como parte da forte influência exercida pela cultura grega sobre os judeus, a partir do século IV, antes de Cristo, o nome "pentecostes" - cujo significado é "cinqüenta dias depois" - foi usado para substituir o nome da Festa das Colheitas ou Festa das Semanas.
.Aprender a fraternidade. Um dos detalhes marcantes dessa "Santa Convocação" é o fortalecimento da fraternidade entre os trabalhadores do campo, incluindo a população israelita, os servos e estrangeiros.
.Aprender a ter compromisso com Deus e com a comunidade. Ao celebrar a festa, toda a comunidade aprendia a ser responsável para com a vontade de Deus e com o próximo - não somente com os irmãos de sangue e fé. O ritual da festa ensinava, pedagogicamente, que Deus é o Criador e Sustentador das leis que regem o mundo. Ele fez uma distribuição comunitária da terra e manda a chuva para hebreus e gentios, bons e maus, homens e mulheres, jovens e crianças. O ritual da festa entendia que o grande problema da humanidade é a falta de amor uns para com os outros.
. Aprender a repartir os dons. Primitivamente, o povo bíblico convivia com as leis divinas de modo feliz, sem lhe causar sofrimento. Por exemplo, a festa das Colheitas ensinou a comunidade de trabalhadores do campo que se deveria entregar o excedente de sua produção agrícola para Javé, a fim de que essa oferta seja compartilhada com os menos favorecidos (Lv 25.6-7, 21-22). A pedagogia dessa lei possui uma profunda sabedoria, pois ela tem como alvo educar o povo dentro dos princípios da solidariedade e igualdade social.
. Aprender a agradecer. Ao agradecer a Deus pelo dom da terra - para morar, plantar e alimentar dos frutos produzidos nela - o povo descobria os mistérios da graça divina. Ser grato pela "terra que mana leite e mel", pela cevada, trigo e outros grãos que sustentam vida representam uma alegria de enormes proporções. Além da terra, os celebrantes eram ensinados a agradecer a Deus pela instrução que disciplina e ordena a vida comunitária.
Pentecostes é uma festa adotada pelo Cristianismo ao Judaísmo. Provavelmente, a festa de Pentecostes, descrita em Atos dos Apóstolos 2, celebrava a doação da Torá.
A festa, tanto no período do Antigo Testamento como no Novo Testamento, era cosmopolita, isto é, ela reunia pessoas de todas as raças e condições sociais (Dt 16.11 e At 2.1-13).
Contudo, essa fraternidade é descrita, em sua plenitude, na reunião reportada no livro de Atos dos Apóstolos, através da palavra grega “koinonia”, comunhão (At 2.42-47). Essa comunhão entre os trabalhadores do campo, na prática, forma o mutirão para colher o trigo pronto para a ceifa.
No Novo Testamento, o sentido de Jerusalém atinge o sentido universal.
A igreja hoje, nós, somos chamados e desafiados pelo Espírito Santo a aprender e ensinar o verdadeiro pentecostes a todos. Pentecostes de boas novas, do amor de um Deus presente e pessoal e de salvação para o homem. Boas novas de libertação, paz consigo mesmo e com o próximo, cura interna e externa, amor, esperança e eternidade.

Sávio Pereira Carvalho, Pr